Data de nascimento: 28 de Agosto de 1942
Naturalidade: Luanda
Etnia: Mbundu

Filiação: Eduardo Avelino, pedreiro, e Jacinta José Paulino.
Casado com Ana Paula dos Santos, com filhos
Outras ligações: Tatiana Kukanova (Mãe de Isabel dos Santos), Maria Luisa Abrantes (Mãe de José Paulino dos Santos “Zedú ou Corean Dú” e de Welwicthia dos Santos “Tchizé”), Filomena de Sousa (Mãe de José Filomeno de Sousa dos Santos “Zanú”). Afirma-se que tem filhos com Francisca do Espírito Santo e Ana Cassoma, e um caso com Roberta Miranda.

Carreira: Adesão ao MPLA, 1961; treino de guerrilha, 1961, Congo Kinshasa; Líder da Juventude do MPLA, Congo; Representante do MPLA, Congo-Brazzaville, 1963; Operador de comunicações do MPLA, Frente Norte e Cabinda, 1970-74; Comité Central do MPLA, 1974; Minstro das Relações Exteriores, 1975-79; Secretário do Comité Central para a Reconstrução Nacional, 1977-79; primeiro Vice-Primeiro Ministro, 1976-78; Ministro do Planeamento, 1978-79; eleito presidente do MPLA e a seguir investido como Presidente de Angola, Setembro de 1979; membro do Politburo do MPLA, de 1979 até à data.
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Reuters – 15 de Fevereiro de 2011 – Term: Dos Santos has been in power since 1979, making him one of Africa’s longest-serving leaders. A new Angolan constitution put in place in January 2010 strengthened his power and extended his rule.
Angola is due to hold elections in 2012 — the second since the end of a devastating civil war in 2002. Dos Santos is widely expected to win the vote which will enable him to remain in power until 2022 but there is some speculation that he will retire before then.
Key Facts: Dos Santos is seen as key to peace and stability in one of Africa’s biggest oil producers, despite criticism for holding power for more than three decades and having a huge influence over politics and the economy.
- Dos Santos’ family and inner circle hold huge sway over business and some are among the richest people on the continent.
- The Angolan president overhauled his government in October, replacing the central bank governor and creating a new Economy Ministry — the second reshuffle after the new constitution took effect.
- Dos Santos has pledged to crack down on corruption in the southern Africa country vying with Nigeria as the continent’s top oil producer. Angola is seen as the world’s 18th most corrupt country, according to Transparency International.
- A quiet man with a firm grip on affairs of state, Dos Santos assumed the presidency of Angola in 1979, four years into a civil war with UNITA rebels that began when the country gained its independence from Portugal in 1975.
- The war ended in April 2002, after the Union for the Total Independence of Angola (UNITA)’s charismatic founder and leader Jonas Savimbi died in a gun battle with government troops.
- Dos Santos, first regarded by many as a colourless technocrat, took over leadership of the ruling Popular Movement for the Liberation of Angola (MPLA) in 1979 after the death of Angola’s first charismatic leader Agostinho Neto.
- Reserved and quiet, he was chosen because of his uncontroversial qualities and his lack of a real power base but he quietly steered the MPLA away from its previous Marxist policies.
- A man who enjoys an extravagant life-style as president, dos Santos had modest roots. He was born to a working-class family in Luanda on August 28, 1942. His father was a mason. He entered politics at 19, just before the MPLA launched its armed struggle against Portuguese rule in February 1961.
- In 1962 he joined the MPLA guerrillas in the field but his first experience of the bush war was brief and he left for Moscow on a Soviet scholarship a year later.
- In Moscow he graduated in petroleum engineering and stayed to train as a military telecommunications expert, experience he used back in Angola working as a radio operator for the MPLA.
- When the last Portuguese troops withdrew in 1975 and Neto proclaimed the independence of the People’s Republic of Angola, dos Santos became the new state’s first foreign minister and subsequently took charge of economic development. (Reporting by Marius Bosch; Editing by Maria Golovnina)
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José Eduardo dos Santos nasceu no Sambizanga, em Luanda, filho de Eduardo Avelino dos Santos, pedreiro, e de Jacinta José Paulino. Frequentou a escola primária do seu bairro em Luanda e fez o ensino secundário no Liceu Salvador Correia.
Iniciou a sua actividade política integrando grupos clandestinos que se constituíram nos bairros suburbanos da capital, na sequência da criação, em 10 de Dezembro de 1956, do Movimento Popular de Libertação de Angola, MPLA.
Após a eclosão da luta contra o governo português, em 4 de Fevereiro de 1961, José Eduardo dos Santos abandonou Angola em Novembro desse mesmo ano e passou a coordenar na segurança do exílio a actividade da Juventude do MPLA, organismo de que é um dos fundadores.
Integrou, em 1962, o Exército Popular de Libertação de Angola (EPLA) e, em 1963, foi o primeiro representante do MPLA em Brazzaville, no Congo. Em Novembro do mesmo ano, beneficiou de uma bolsa de estudo para o Instituto de Petróleo e Gás de Baku, na antiga União Soviética, tendo-se licenciado em Engenharia de Petróleos em Junho de 1969. Foi aí que nasceu Isabel dos Santos, primeira filha de José Eduardo dos Santos e da sua primeira mulher, natural do Azerbaijão. Ainda na URSS, depois de terminados os estudos superiores, frequentou um curso militar de Telecomunicações, que o habilitou a exercer, de 1970 a 1974, funções nos Serviços de Telecomunicações na 2ª Região Político-Militar do MPLA, em Cabinda.
De 1974 a meados de 1975, José Eduardo dos Santos voltou a desempenhar a função de Representante do MPLA em Brazzaville. Em Setembro de 1974, no Moxico, foi eleito membro do Comité Central e do Bureau Político do MPLA. Em Junho de 1975, passou a coordenar o Departamento de Relações Exteriores do MPLA e, cumulativamente, também o Departamento de Saúde do MPLA.
Com a proclamação da Independência de Angola, a 11 de Novembro de 1975, foi nomeado Ministro das Relações Exteriores.
A nível partidário, no período de 1977 a 1979, foi secretário do Comité Central do MPLA.
Com o falecimento de Agostinho Neto, primeiro presidente de Angola, José Eduardo dos Santos foi eleito presidente do MPLA a 20 de Setembro de 1979 e investido, no dia seguinte, nos cargos de presidente do MPLA – Partido do Trabalho, de presidente da República Popular de Angola e comandante-em-chefe das FAPLA (Forças Armadas Populares de Libertação de Angola).
De 1986 a 1992, José Eduardo dos Santos esteve envolvido na crise transfronteiriça na região, que culminaria no repatriamento do contingente cubano, na independência da Namíbia, e na retirada das tropas sul-africanas de Angola.
Com o fim da Guerra Fria e pressionado pela comunidade internacional, José Eduardo dos Santos procurou uma solução negociada com a UNITA, permitiu o pluralismo político, a economia de mercado e organizou as primeiras eleições democráticas multi-partidárias. Realizadas nos dias 29 e 30 de Setembro de 1992 sob supervisão internacional, as eleições deram a vitória ao MPLA com maioria absoluta. No entanto, José Eduardo dos Santos não foi eleito presidente da República na primeira volta, tendo conseguido somente 49% dos votos.
A grave crise que se seguiu, provocada pela recusa da UNITA em aceitar os resultados alegando fraude, impossibilitou a realização da segunda volta. José Eduardo dos Santos dirigiu pessoalmente uma intensa actividade diplomática que culminou no reconhecimento do governo angolano pelos Estados Unidos em 19 de Maio de 1993.
Os resultados eleitorais não foram aceites por Jonas Savimbi que reiniciou a Guerra Civil Angolana que terminou em 2002 com a sua morte a 22 de Fevereiro e a assinatura dos acordos de paz no dia 4 de Abril do mesmo ano, no qual se uniram as Forças Armadas Angolanas e as Forças Militares da UNITA para pôr termo a 27 anos da guerra civil.
A 1 de Agosto de 2006 José Eduardo dos Santos concluiu o Memorando de Entendimento para a Paz e Reconciliação na província de Cabinda, formalmente assinado pelo ministro da Administração do Território de Angola, Virgílio de Fontes Pereira, e pelo presidente do Fórum Cabindês para o Diálogo (FCD), general António Bento Bembe, no Salão Nobre da Câmara da cidade de Namibe, na presença de governantes, políticos e diplomatas acreditados na capital angolana, líderes religiosos e tradicionais, para além de representantes da sociedade civil. Este acordo veio pôr definitivamente fim à luta armada iniciada em 1975 pela separação do território pela FLEC e estender a paz a todo o país.
Nas eleições legislativas em Angola em Setembro de 2008, (as primeiras eleições legislativas desde 1992), o MPLA de José Eduardo dos Santos venceu com 81,64% dos votos, conquistado 191 dos 220 lugares da Assembleia Nacional de Angola.
José Eduardo dos Santos parece ser “o candidato único” do MPLA nas próximas presidenciais, mas dentro to MPLA há varias opiniões que sugerem outras opções, até candidatos independentes.
José Eduardo dos Santos casou várias vezes. Ana Paula dos Santos é a sua actual mulher.

http://www.africa-asia-confidential.com/whos-who-profile/id/443/Jos%C3%A9-Eduardo-Dos-Santos

Wikipedia
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QUEM È JES?
(…)
Como um simples Major, ultrapassa ‘zunindo’ meteóricamente respeitados e valorizados comandantes de esquadrão e comandantes de coluna?!.. (patentes militar das FAPLA nos anos 1977-1980), quadros com bagagem politica e militar mais credenciadas. ora vamos, dar uma brevíssima ‘espreitadela’ no espectro Politico do MPLA naqueles longiquos anos, JES surgiu apòs o 25 de Abril de 1974, como membro do BP do MPLA (dizem, caiu como que de para-quedas no BP), mas era um obscuro membro, não estava imediatamente na Linha de sucessão do chefe, os camaradas Ludy Kisassunda, Pedalè, Iko Carreira, Lopo de Nascimento, Pascoal Luvualu, Ambròsio Lukoki os três primeiros tambèm eram honoráveis Comandantes de Coluna ( a patente militar màxima na época)… Os cargos politicos que JES exerceu; Representante de Angola na ONU, ministro dos Negòcios estrangeiros, primeiro vice-primeiro ministro, (tais cargos não o apontavam directamente na linha de sucessão!) como surgiu o ‘trunfo’ JES na manga de A. Neto? Ou melhor porquê?!..
O actual quadro politico de Angola hoje è resultado da utilização de um trunfo ‘escondido’ na manga do maquiavélico A. Neto, chamado JES, numa jogada ainda mais maquiavélica, que paralisou e literalmente atordoou todos os kotas na linha ‘natural’ de sucessão e TODA DIRECÇÃO DO MPLA, por isso Domingos Paiva, comandante Nacional da ODP, num concorrido comicio atreveu-se a bradar, levantando o punho numa sugestiva e deliberada ameaça; “ JES não pode mudar nem uma ùnica virgula”, e por isso posteriormente a història do ‘quadro’, que amaldiçoou Ambrosio Lukoki e demais camradas e chapiscou ‘mortalmente’ Lúcio Lara… mas JES sobreviveu com a valiosa ajuda dos Cubanos e muita astùcia e arte maquiavélica, JES mostrou ser o verdadeiro pupilo e herdeiro ‘natural’ de A. Neto, aliás JES em muito e hà muito ultrapassou o tutor, este (as suas ossadas) deve estar permanentemente ‘corado’ de vergonha e de ‘orgulho’ (será?!!).

QUEM FOI JES?!…
Não foi nada de especial, atè que A. Neto, desapontado com os que pareciam ser seus Vice’s ou herdeiros na linha de sucessão, os ‘varreu’ impiedosamente da lista castigando-os com um ‘trunfo’ inexperado e aparentemente ‘desqualificado’. Pois os candidatos a vice, atiraram-se de boca aberta para a Luxúria, Ganância, Soberba, Vaidade representados pela PB (Pequena Burguesia) abandonando os conceitos de ‘pureza ideologica’ que A. Neto concebeu à-maneira dele, Lopo de Nascimento (LN) mau grado a promessa de ele pessoalmente “partir os dentes” da PB (numa pública e dramática auto-critica), foi o primeiro a receber o knock-out avassalador de Neto, pois que LN era o herdeiro consensual e que todo o Paìs, parecia ter aceite.
Por isso JES não nutrir uma simpatia especial por LN, pois este foi chefe directo dele, assim tambèm se entende o porque, JES, ter feito ‘derrapar’ com uma magistral jogada auxiliada inadvertidamente pelo Jonas Savimbi e a pròpria CIA, o seu antigo chefe no exilio, o camarada Daniel Jùlio Chipenda (o primeiro chefe e fundador da JMPLA), o mesmo que o enviou para a URSS nos anos 60 a partir de Brazzaville, o agradecimento è um perigo imperdoàvel para o maquiavélismo, e isto JES aprendeu com esmero de seu tutor, “kubanga mbote sakidila xôto” faz o bem o agradecimento é a dura e fria ingratidão.
Por isso JES, seguiu á letra a politica de ostracismo anti-patriotica e sem fundamentos, referente aos quadros no exilio, afastado injustamente pelo A. Neto, entre eles os Pintos de Andrade, se JES efectuasse uma politica de reconcialiação, ele próprio estaria literalmente ofuscado, pois aqueles eram/são os GIGANTES da história e do nacionalismo de Angola. “fomos muito duros com eles” choramingou entre lágrimas de crocodilo LN, á quando das exéquias funebres em Luanda, do finado Joaquim Pinto de Andrade.
Tive o grato previlégio de ler e re-ler, as memórias de Lúcio Lara, honestamente foi uma decepção no que se refere a ‘localização’ do JES, este aparece UMA ÙNICA VEZ, numa única foto (em segundo plano) e a civil, com uma calça ‘boca de sino’ e uma caminsa cintada, como mandava a praxe da moda naltura, pois o camarada foi sempre civil, muito preocupado em ‘estar na moda’ (por isso a fama de engatatão), enquanto os camaradas tombavam nas frentes de combate. Lúcio Lara, exerceu inegável e indubitávelmente papel crucial quer na frente politica, diplomatica e militar do MPLA… de JES…absolutamente NADA, nem sequer esteve presente nos acordos de Lunyameje (acordos que pôs termo a guerra colonial) em 21 de Outubro de 1974, presume-se que não foi convidado, não era “um peso pesado” na administração politico-militar do MPLA. Todos os politicos e comandantes de ‘PESO’ estiveram presentes, pois tais acordos eram o corolário último da Luta de libertação e da existência do MPLA.
Então como e porque carga d’água ‘surge’ JES na liderança de um partido berço de heróis, Lutadores e intelectuais de gema? Mesmo depois do 25 de Abril, que participação militar conhece-se de JES, para que tivesse merecido a patente de major?.. em que frente militar esteve? Que DECISIVA contribuição prestou ao MPLA e ao País?.. Que comício politico de massas dirigiu? Que tivesse galvanizado as massas a semelhança de Tany Narciso (exemplo) na Provincia de Benguela, e do major Kanhangulo em Malange. Qual foi a participação de JES no célebre congresso de Lusaka (o único realizado desde a sua fundação) em 1974?.. Que participação teve no congresso de blá-blá-blá que transformou o MPLA em MPLA-PT?!..
JES foi nomeado por A. Neto, coordenador Nacional de combate contra o fraccionismo, foi a maior prova de confiança de Neto, foi o batismo de fogo e da perversidade do pupilo, e este esmerou-se até ao máximo para merecer a confiança do chefe e não desaponta-lo, assinou e sancionou pessoalmente muitas ordens de fuzilamento. JES teve quota parte de culpa do massacre nacional a que se seguiu após 27 de Maio de 1977 (tudo passou por ele, e deu o seu agreement a tudo), foi no exercicio deste funébre ‘cargo’ que finalmente ganhou a confiança de A. Neto (sabemos agora a que preço!). agora prefere manter-se cobardemente equidistante, não se pronunciando nunca sobre os factos, deixando a outros o ônus da ‘defesa’ sobre a fatidica purga que até hoje ainda abala o País. Que ‘belo’ comandante em chefe. A publicação das memórias acima mencionado, pela ATD (Associação Tchiweka de Documentação), é um valioso contributo para a história do MPLA.
JES não tem a història militar do temeràrio comandante Daniel Chipenda, Hojy-ya-Henda, Ndozi, Angola Livre, Bomboko, Fany Veneno, Monstro imortal, kwenha, Kiluanje, Valódia, Gika, Monimambo etc, por isso JES não se vincular muito bem com os militares do passado e do presente, agraciou apenas aqueles que por infantil despeito, mais lhe ‘apeteceu’ esquecendo-se ímpiamente de centenas de valorosos combatentes, não agiu como um verdadeiro comandante militar, porque nunca o foi, por isso desconhecer a solidariedade e irmandade que cobre como àurea indestrutivel todos aqueles que comungando a mesma trincheira, correndo os mesmos perigos, dando a vida mutúamente pelo companheiro, encontram-se ‘eternamente’ vinculados a naturalíssima fraternidade combatente. tal àurea e tal sentimento sò è possivel ser evidenciado por aqueles que empunharam uma arma e praticaram o companheirismo combatente. Sò um combatente reconhece incondicionalmente outro combatente.
QUEM FOI JES?.. foi uma fortuita e injusta irònia do destino. “Um para-quedista sortudo que nem o Gastão, mais cruel e ordinário que o João Bafo-de-Onça”
QUEM È JES?… continua sendo uma crônica irònia do destino, e pesadelo permanente para milhões de Angolanos e viva ameaça da sobrevivência e unidade da Pátria.
A verdadeira grandeza…
Consiste; não… em receber honras.
Mas, em merece-las!

Nguituka Salomão
Angola24horas.com – 17 de Janeiro de 2011
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23 de Fevereiro de 2011 – José Eduardo dos Santos e as mulheres
As relações de José Eduardo dos Santos com as mulheres estiveram – e ainda continuam – mergulhadas no silêncio, mas, aos poucos, o retrato de um chefe de estado íntegro, emoldurando nas consciências dos angolanos, tal qual um quadro a preto e branco, vai-se desmoronando tal um castelo de cartas.
O aparecimento de Ngutuila Josefa Matias foi a última gota de água que levantou, e ainda levanta, uma série de interrogações sobre as relações entre JES e as mulheres. Ngutuila é filha de Elisabeth Kaenje, mulher que teria dito à filha (Ngutuila) que fora gerada, há 46 anos, por um homem, angolano, que depois partiu para a URSS, e se chama José Eduardo dos Santos.
A novela que se seguiu, entroncada em duas posições irreconciliáveis, Ngutuila apelando, em vão, pelo DNA e José Eduardo dos Santos a socorrer-se no seu apelido familiar, mostrou o lado mais patético deste tipo de situações. Este caso é apenas a ponte do iceberg (outros casos se seguirão) duma vida um tanto ou quanto permissível no que diz respeito a esta matéria. Oficialmente, JES, se terá casado com Tatiana Kukanova, uma russa que conheceu em Baku – a actual capital do Azerbaijão, uma das antigas Repúblicas da União Soviética – na altura bolseiro do curso de Engenharia de Hidrocarbonetos. Desconhece-se os meandros porque passou esta relação de onde nasceu a empresária Isabel dos Santos.
A entrada em cena de Maria Luísa Perdigão Abrantes (Milucha) mostrara que Tatiana fora lançada às urtigas. Mais tarde, José Eduardo dos Santos terá lançado o olho à aeromoça Ana Paula dos Santos com a qual viria a casar-se em 1991. Até aqui tudo bem, mas diversos relatos (não há fumo sem fogo) dão conta de várias relações extraconjugais e do envio sistemático das mulheres, engravidadas ou com os filhos nas mãos, para o estrangeiro.
É neste teia onde se pode enquadrar a relação de JES com Filomena de Sousa “Necas”(de origem cabo-verdiana) de onde originou o filho José Filomeno dos Santos (Zenu) que está sendo preparado para ocupar a cadeira do pai na presidência da República. Em Luanda, diz-se que o Presidente teve, e vai tendo, tantas outras mulheres, de quem teve outros tantos filhos que muitos conhecem, mas poucos se atrevem a comentar; isso para não falar de escândalos domésticos que em nada abonam para quem tem (ou teve) a responsabilidade de moldar a consciência dos jovens sobre a visão da família responsável.
Pedro Kufuna – (Stuttgart, Alemanha) – Noticiaspress
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4 de Outubro de 2011 – Partido Popular de Angola – O BANQUE INTERNATIONALE A LUXEMBURG, em documento assinada pelos seus directores A. Roelants, J. Rieter e J. Bodoni declara que «o beneficiário e dono da companhia panamiana “Camparal Inc.” com as contas bancárias números 275748 e 275903 é o Sr. JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS – LUANDA, ANGOLA».
A Policia Francesa confirma que a CAMPARAL de José Eduardo dos Santos é representada pelo senhor Elísio de Figueiredo. E que na conta da CAMPARAL (de Eduardo dos Santos) tinha USD 37.112.567,46.
Que a TUTORAL (de Elísio de Figueiredo) tinha USD 7.331.199,53
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12 Outubro 2011 – Africamonitor.net – A liderança política de José Eduardo dos Santos (JES) entrou numa “linha de enfraquecimento” que meios com apurada capacidade de análise consideram “irreversível” – ilação com base na qual passaram a ser admitidos cenários próximos de evolução da situação em Angola como uma retirada de JES – voluntária ou sob pressão de “acontecimentos extraordinários”.
A “principal evidência” do enfraquecimento de JES é o estado de “isolamento” em que se encontra no próprio regime do MPLA – em especial no aparelho do partido. Entre dirigentes partidários e figuras de primeiro plano do regime são correntes desabafos e tomadas de posição de sentido crítico ou pelo menos neutro em relação a JES. O respeito que JES antes infundia entre eles erodiu; supostamente, a lealdade também se está a esbater.
Os dirigentes políticos que ainda se solidarizam publicamente com JES são escassos e nenhum tem prestígio político ou notoriedade positiva – o que também o desfavorece. Como “consequência natural” do isolamento político de JES conjectura-se que a sua autoridade para garantir a coesão do regime estará diminuída. As clivagens no establishment têm prolongamentos em instituições como as FA. Na Polícia há tensões geradas por uma subliminar entrada na corporação de indivíduos provindos do Sinse (ex-Sinfo), que na mesma têm um papel considerado de “vigilância”.
Entre os factores enunciados para ilustrar a “irreversibilidade” do processo de enfraquecimento de JES entrou, avulta o clima de contestação social e política à sua liderança e à sua pessoa que se considera estar a alastrar, apesar de medidas de dissuasão e coacção para o sufocar.
Estima-se que esta realidade, a que não são estranhos aspectos da actual política internacional, tenda também a começar a influenciar a posição de países parceiros de Angola.
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20 de Abril de 2012 – http://darussia.blogspot.com – A chegada ao poder de José Eduardo dos Santos em Angola não podia ter sido melhor recebida em Moscovo, pois tratava-se de um político “nosso”, ou seja, que estudou na União Soviética.
O actual Presidente angolano ingressou, em 1963, no Instituto de Petróleo e Química de Baku, no Azerbaijão, um instituto que preparava engenheiros petroquímicos. Além de José Eduardo dos Santos, este instituto continua a ter como motivo de orgulho o facto de ter tido como estudantes Lavrenti Béria, ministro do Interior da URSS enttre 1938 e 1953 e um dos maiores carrascos do séc. XX, e Vaguit Alekperov, actual dono da petrolífera russa Lukoil, com fortes interesses em Angola.
Segundo Valentin Varennikov, famoso general soviético que esteve várias vezes em Angola para organizar a resistência às investidas da UNITA e da África do Sul, “dos Santos, quando jovem, estudante, destacava-se por capacidades invulgares, tinha um intelecto tenaz e vivo”.
O mesmo general recorda também que o actual dirigente angolano “era fisicamente bem desenvolvido”, o que o levou “a jogar no Neftchi (Azerbaijão), equipa de futebol da primeira liga soviética. Porém, segundo outras fontes, José Eduardo dos Santos não passou das reservas desse clube.
Depois de receber o diploma de engenheiro em 1969, José Eduardo dos Santos não regressa a Angola, ingressa num instituto militar soviético, onde se especializa em oficial de comunicações.
Valentin Varennikov, nas suas memórias, aborda também as relações familiares do dirigente angolano. “A sua vida pessoal desenvolveu-se de forma bastante mais dramática. Sob a pressão das tradições nacionais, ele teve de deixar a esposa branca e a filha, constituir uma nova família, porque a esposa do presidente devia ser negra. Dos Santos sujeitou-se aos costumes do seu povo”.
Porém, Varennikov acrescenta: “comportou-se de forma bastante nobre em relação à sua família anterior: deu-lhe uma villa, concedeu à antiga esposa uma pensão e um subsídio à filha”.
Após a queda da União Soviética, José Eduardo dos Santos continuou a ter boas relações com a Rússia, abrindo as portas ao capital russo em sectores como exploração de diamantes, petróleo e gás em Angola. A 31 de Outubro de 2006, o Presidente de Angola foi condecorado com a Ordem da Amizade dos Povos pelo seu homólogo russo, à altura, Vladimir Putin.
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5 Comments for this entry

  • Necessito trabalhar nas Alfandegas,celular 934678432 email tonisousa1975@netcourrier.com NOME Antonio.S.C

  • Sr.president Jose Eduardo do Santos, a sua honra caro senhor president, eu venho para você com todo o meu respeito que lhe devo, por solucitar,um pedido da sua ajuda do pai por filho´, eu sou o proprietário de um
    projeto de Construção Civil Não-Governamental, mas que não se chegou ao final, de acordo meios financeiros, por isso que eu pede um pedido para financiar o meu projecto,eu ja tenho mais de 30 anos e nao tenho nada como garantia da vida por isso que tentei pedir em vç como pai,d uma naçao grande que vç me ajuda,não me castigue,mas tem piedade de órfãos so um de orfão de pai, por isso que eu solucite-lo pessoalmente por sua ajuda papa ,,me ajuda isso que vç vai me fazer ! vai tenho salario em vç
    eu penso que você vai olhar para o meu pedido com um desejo positivo
    senhor president da republica, os meus agradecimentos pessoais em voçe sr.president .
    VICTOR ALOMBA DA SILVA

  • edy says:

    O povo tá cansado e quem cala consente o que falta pra resollver os problemas do povo uma angola tão rica será que e propositado

  • edy says:

    Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olho haverá sempre guerra

  • guirma van-dunem says:

    gatuno de merda estas a fazer o povo angolano sofrer abandona o pais ja roubaste muito………..max van-dunem

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