Isabel-dos-Santos

Data de nascimento: 1973
Naturalidade: Baku, Azerbaijão, União Soviética
Casada com Sindika Dokolo

Businesswoman and daughter of President José Eduardo dos Santos and Tatiana Kukanova
Commentary: Isabel dos Santos is the eldest daughter of President José Eduardo dos Santos. A millionaire businesswoman, she is married to another millionaire, Sindika Dokolo, 37, who is originally from Congo-Kinshasa. With interests in oil and diamonds, Isabel dos Santos also owns shares (with the Portuguese businessman Américo Amorim) in Angolan cement company Ciminvest, which in turn owns 49% of Nova Cimangola; the state owns 40.2%, the Banco Africano de Investimentos 9.52% and smaller shareholders the rest. Dokolo sits on the company’s board.
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Isabel dos Santos é accionista da Zon e sócia da PT. É accionista do BPI e sócia do BES. É accionista da Galp e a Sonangol é parceira da EDP. A empresária garante que não tem relações com as actividades do seu pai e da estatal Sonangol. Identificando todos os interesses em causa, as relações de sociedades portuguesas alargam-se ainda à Caixa, Totta, BPN e Mota-Engil. Dá um índice bolsista.
O que faz com que tantas empresas portuguesas implorem para fazer negócios com Isabel dos Santos? E que Isabel “jogue” em equipas rivais, concorrentes confessos em Portugal, sem um pestanejo? Só uma coisa consegue tanto unanimismo: o dinheiro. A liquidez angolana, que desapareceu de Portugal. A contrapartida de acesso ao crescente mercado angolano. Os portugueses não abrem os braços a Isabel dos Santos, abrem-lhe as carteiras – estão vazias.
Os últimos dois grandes negócios de Isabel dos Santos em Portugal, no BPI em 2008 e na Zon em 2009, tiveram uma curiosidade cabalística: ambos foram fechados na terceira semana de Dezembro, ambos de 10%, ambos por 164 milhões. Na Zon, pagou um prémio de 26% sobre a cotação. Comprou caro? Comprou mais barato que os accionistas que estão na empresa. Comprou bem.
Isabel e José Eduardo construíram um poder tão ramificado em empresas portuguesas que só o Estado e Grupo Espírito Santo os ultrapassarão. Tanta concentração de poder é mais ameaçadora do que uma nacionalidade. Em Portugal, Isabel e José Eduardo não são Santos da casa mas fazem milagres.
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(30 de Novembro de 2009) A filha do Presidente angolano José Eduardo dos Santos tem cada vez mais negócios no seu país de origem e em Portugal. Mas nada disso a faz alterar a sua postura de total discrição, o que dificulta a resposta à pergunta: afinal, quem é Isabel dos Santos, e como é que tem montado o seu império empresarial? Por Luís Villalobos
Para Isabel dos Santos, este foi um ano em grande no que diz respeito aos negócios, e ainda falta cerca de um mês para chegar ao fim. Até lá, tem ainda a oportunidade de acrescentar um outro projecto ao pequeno império empresarial que já montou.
Na terça-feira foi lançado para o espaço um satélite da Eutelsat, a partir do Cazaquistão, que permitirá reforçar os serviços prestados pela empresa de comunicações. Entre os seus clientes estão a filha do Presidente angolano José Eduardo dos Santos e a portuguesa Zon. É este satélite que irá permitir o arranque do mais recente negócio da empresária, a televisão por subscrição em Angola através de uma parceria onde detém 70 por cento do capital, ficando a Zon com os restantes 30 por cento.
A analogia é fácil, mas este é apenas mais um sinal de que os investimentos de Isabel dos Santos estão em plena ascensão, sejam em Portugal ou em Angola. O nome de Isabel José dos Santos, ou simplesmente Isabel dos Santos, como é conhecida, é hoje um sinónimo de negócios. E se estes são cada vez mais, o certo é que a empresária, nascida em 1973, filha única do primeiro casamento de Eduardo dos Santos (com Tatiana Kukanova, quando foi estudar para a ex-URSS), não alterou a sua postura de total discrição pública.

Negócios em expansão
Para a primogénita do Presidente angolano, formada em Engenharia em Londres, este foi, de facto, um ano repleto de avanços e concretizações. Após ter comprado ao BCP os 9,7 por cento que o banco detinha no BPI, por 164 milhões de euros, colocou em Abril um gestor da sua confiança, Mário Silva, no conselho de administração da instituição financeira liderada por Fernando Ulrich.
O banco BIC Portugal, onde detém 25 por cento e faz parceria com Américo Amorim (dono de outros 25 por cento), terminou em Junho a sua primeira fase de expansão no mercado nacional com a abertura do sexto escritório em Braga. E foi através deste banco que Isabel dos Santos assumiu recentemente o seu primeiro cargo numa empresa no território português, fazendo agora parte do conselho de administração do BIC Portugal, gerido por Luís Mira Amaral. Uma forma de acompanhar mais de perto os seus investimentos.
Na Galp Energia, onde está indirectamente através da Amorim Energia (é sócia da Sonangol na Esperaza, empresa com sede na Holanda, onde tem 40 por cento do capital, e que por sua vez é accionista de referência da Amorim Energia), é dona de seis por cento da petrolífera. Esta percentagem, que a torna na quarta maior accionista, já lhe rendeu cerca de 56 milhões de euros em dividendos desde 2006 até meados deste ano.
A par da Sonangol, Isabel dos Santos é a maior investidora em Portugal. Segundo a consultora AT Kearney, os investimentos da empresária e da petrolífera estatal angolana valiam, no início de Setembro, três por cento do principal índice da bolsa portuguesa, o PSI20, o que equivale a 1813 milhões de euros. Enquanto não ocorre uma maior distribuição de riqueza em Angola, com o despontar de classe média e novos empreendedores, Isabel dos Santos continua a fazer parte do sector privado angolano, que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) caracteriza com sendo “dominado por uma elite muito restrita, ligada aos partidos”.

Objectiva e implacável
No único depoimento escrito que lhe é conhecido em Portugal, um direito de resposta que enviou à Sábado, em 2007, a propósito de um artigo da revista que motivou mesmo um processo, Isabel dos Santos fez questão de sublinhar a sua independência face a ligações familiares. “Não represento nenhum interesse e não represento ninguém, a não ser a mim própria. Há mais de uma década escolhi uma carreira diferente e independente da minha família”, afirmou. O certo é que os seus dois meios-irmãos, “Tchizé” dos Santos e José Paulino dos Santos, são menos dados às lides de investimentos empresariais. Ligados à Semba Comunicações, uma consultora, tiveram ambos uma participação no angolano Banco de Negócios Internacional (BNI), mas já venderam as suas acções.
A discrição de Isabel dos Santos, por oposição à visibilidade crescente dos seus negócios, segundo afirma quem lidou com a empresária, está relacionada com a sua própria personalidade. Gosta de conversar, de negociar, ver obra feita e os investimentos a darem frutos, mas sente-se pouco à vontade quando exposta publicamente e revela muitas reticências no que toca a lidar com a comunicação social. Algo que é visível mesmo em termos de imagem, já que há poucas fotografias suas disponíveis. A mais distribuída, nomeadamente na Internet, foi feita por um fotógrafo da agência Lusa em 1992.
Adversa a grandes aparições, sente-se como peixe na água quando há algo objectivo para tratar, como numa reunião de negócios. Mas o facto de não gostar de ser uma figura pública não quer dizer que deixe de marcar presença em determinados eventos, como foi o caso do casamento da filha do presidente executivo do BPI, Fernando Ulrich, em Maio deste ano.
Nas suas variadas deslocações a Portugal, que aproveita para visitar conhecidos e lidar com os responsáveis pelos seus investimentos, tanto fica alojada no apartamento que comprou em Lisboa como opta por ficar em hotéis, conforme seja mais prático. Uma outra cidade que faz questão de visitar é Londres, seja pela sua anterior ligação à capital inglesa, seja porque é aqui que reside a sua mãe. Tida como uma pessoa simpática e afável, também há quem a descreva como algo fria, precisa e implacável nos processos de negociação. “Extremamente dinâmica”, “objectiva” e “muito profissional”, bem como “bonita” e detentora de “bom gosto”, foram outras características de Isabel dos Santos apontadas ao P2 por responsáveis ligados aos negócios entre Portugal e Angola que preferiram não ser identificados.
As últimas notícias dão-na como futura parceira da Sonae na entrada do grupo português (proprietário do PÚBLICO) no mercado retalhista angolano. Primeiro, foi a revista Focus em Junho, que mostrava mesmo fotografias da empresária, acompanhada pelo marido, Sindika Dokolo, e por gestores da Sonae, a visitar o interior de um hipermercado Continente.
Depois, o Diário Económico fez manchete há cerca de duas semanas a dar o negócio como certo. A Sonae reagiu, afirmando que está atenta a oportunidades, mas que ainda não existe “qualquer acordo firmado ou prestes a ser firmado de investimento neste mercado”. Ou seja, este é um processo de namoro negocial entre duas partes que ainda agora começou, mas que ambas gostavam de ver concretizado.
Para a Sonae, é todo um novo mercado, num país que tem vindo a crescer economicamente desde o fim da guerra e onde falta oferta, seja em qualidade seja em quantidade. Para Isabel dos Santos, é uma nova oportunidade de expandir, ainda mais, os seus negócios.

De Luanda a Portugal
Foi na sua terra natal que começou a carreira empresarial, facilitada ao nível dos contactos e influências por ser filha do responsável máximo do partido do poder, o MPLA. Não é fácil perceber ao certo até onde é que, neste país, se alargaram os seus negócios, mas tudo terá começado no final de década de 90, ficando responsável pela empresa que geria a recolha de lixo na zona de Luanda. Juntamente com outras personalidades afectas ao regime, o seu nome surge ligado também a empresas que operam nas áreas da agricultura, dos diamantes, do petróleo e do gás, da indústria e da restauração. Mas torna-se complicado confirmar oficialmente todos os investimentos por falta de informações, até porque Isabel dos Santos recusa dar entrevistas, não tendo o P2 sido uma excepção. E essa postura é respeitada e levada à letra pelos que lhe estão mais ligados, como o sócio Américo Amorim, Mário Silva, que gere os seus investimentos em Portugal através da Santoro, e Mira Amaral, o dinamizador do BIC Portugal. Nenhum deles se mostrou disponível para responder às perguntas sobre a empresária.
Certo é que os negócios começaram a ganhar dimensão e visibilidade a partir do início desta década. Em 2001 a “princesa”, como é conhecida em Angola, lançou, via Geni, a Unitel, empresa privada de comunicações móveis, onde tem como sócios a Portugal Telecom e a Sonangol.
Tendo recebido a licença por parte do Governo através de adjudicação directa, a Unitel é hoje líder de mercado e a maior empresa privada de Angola. Foi também nesse ano que se fundou o Banco Espírito Santo Angola (BESA), onde Isabel dos Santos detém parte do capital.
As ligações a Portugal começam então a intensificar-se, até porque o BES é accionista de referência da PT. O passo em frente dá-se em 2005, quando lançou em Angola o Banco Internacional de Crédito (BIC) juntamente com Américo Amorim e outros sócios como Fernando Telles, presidente da instituição, e Sebastião Lavrador, ex-governador do Banco Nacional de Angola.
O banco, que contou com muitos quadros que estavam ligados ao Banco de Fomento de Angola (BFA), cresceu rapidamente e é hoje um dos maiores do mercado angolano, tendo alargado a sua actividade a Portugal. No ano passado, voltou a reforçar os investimentos no mercado angolano, tendo a Unitel adquirido 49 por cento do BFA, a maior instituição financeira local e que era detida a 100 por cento pelo BPI. Um processo que contou com a pressão do Governo angolano, que exigiu a abertura do capital dos bancos detidos por estrangeiros a investidores locais.

O amante de arte africana
Investidora de longo prazo, Isabel dos Santos reforçou as suas ligações a Américo Amorim entre 2005 e 2006. Entrou no capital da angolana Nova Cimenteira, substituindo a Teixeira Duarte, aliada a Amorim. Pouco tempo depois fez parte do consórcio Amorim Energia, a quem o Estado vendeu 33,3 por cento da Galp Energia, estreando-se assim em Portugal e diversificando os seus negócios de Angola para a Europa.
O seu marido, o congolês Sindika Dokolo, é um dos administradores não executivos da Amorim Energia. Isabel dos Santos casou-se com ele em Dezembro de 2002, numa cerimónia que reuniu perto de 800 pessoas em Luanda, incluindo diversos portugueses, sendo metade dos convidados familiares dos noivos. Sindika Dokolo tem sensivelmente a mesma idade de Isabel dos Santos (nasceu em 1972) e, tal como a filha de Eduardo dos Santos, também nasceu numa família privilegiada.
Filho de Sanu Dokolo, milionário congolês que fundou o Banco de Kinshasa, e de Hanne Kruse, dinamarquesa, Sindika viveu diversos anos em Paris. Embora seja formado em Economia, tem sido mais conhecido pelas suas ligações à arte contemporânea africana. Herdou dos pais parte do fascínio pela arte, tendo ficado com uma colecção de arte congolesa do século XIX. Mas o grande marco foi a aquisição, há perto de oito anos, do espólio do alemão Hans Bogatzke, que tinha uma das mais interessantes colecções privadas de arte africana contemporânea.
Dono de uma fundação com o seu nome, com sede em Luanda, Sindika Dokolo tem vindo a enriquecer o seu património cultural como novas aquisições, incluindo obras de Jean-Michel Basquiat. “Esta é uma colecção africana, não de arte africana”, afirmou uma vez, citado no sítio de Internet da fundação.
Organizador de exposições, tem como objectivo abrir o primeiro centro de arte contemporânea em Luanda dentro de três anos e colocar a cidade que escolheu para viver com Isabel dos Santos no mapa do circuito de arte mundial.
Em 2006 escreveu: “A ideia de que, para o século XXI, a contribuição de África na história de arte mundial se reduziria ao artesanato decorativo gela-me o sangue. Ou talvez não. Faz-me ferver.” Não deixa, no entanto, de ter um papel activo a nível empresarial ao lado de Isabel dos Santos e, além de marcar presença na Amorim Energia, detém, entre outros negócios, a Amigotel, empresa retalhista de comunicações com relações comerciais com a Unitel.
Entre os investimentos e activos que já tem nas áreas das telecomunicações, banca, energia e indústria, Isabel dos Santos é hoje uma das mulheres mais ricas de Angola (senão mesmo a mais rica) e da África subsariana. Tudo indica que pretende continuar a crescer no mundo dos negócios e que, à medida que for ganhando dimensão, mais dificuldades irá sentir para manter a sua postura de reserva total face à opinião pública.

http://www.africa-asia-confidential.com/whos-who-profile/id/2075/Isabel–Dos-Santos

www.jornaldenegocios.pt/
publico.pt
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05 Janeiro 2011 – A empresaria Isabel dos Santos, por exemplo, é a personalidade que usa à-vontade o seu terminal telefônico da rede Unitel. Ao tempo do general Garcia Miala, a mesma rejeitou propostas do SIE destinadas a facilitar escutas em Angola através da rede Unitel de que é sócia. Na altura, a primogênita de JES alegou a pretexto de que o seu próprio telefone poderia ser “ousadamente” alvo de escutas.
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13 Janeiro 2011 – Club-k.net

A magnata Isabel dos Santos processou a revista portuguesa SÁBADO que a dedicou várias páginas contando a história da sua ascensão nos negócios em Angola explorando também a parte pessoal da sua vida – sempre em ligação ao Presidente Eduardo dos Santos cujo conteúdo foi considerado pela mesma como difamatório.
O Ministério Público português que inquiriu o processo considerou sem fundamento as parte das alegações da empresaria angolana. No entanto, a mesma optou por avançar com uma “acusação particular” contra o autor do texto, Nuno Pinto por alegadamente terem dito que ela teve um “casamento faustoso” e que levou uma “vida boémia”.
Corre em meios jornalístico em Portugal que o mesmo escreveu o texto baseado em dados colhidos em jornais e sites angolanos embora haja também a versão da existência de outras fontes que o terão relatado que durante a festa de casamento “ela chegou a beber meia garrafa de Whisky” e que os serviços do protocolo da presidencia angolana tiveram que a “socorrer”.
No passado dia 11 de Janeiro o tribunal que acompanha o processo ficou de receber a documentação e a lista de potenciais testemunhas que irão depor em favor do jornalista daquela publicação portuguesa.
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08 Fevereiro 2011 – Club-k.net – A filha primogénita do Presidente José Eduardo dos Santos, Isabel, tem estado a perseguir, em tribunal o jornalista português Nuno Pinto, a quem acusa de a ter ofendido, desonrado o seu bom nome (Dos Santos) e invadido a intimidade da sua vida privada.
O jornalista, num artigo escrito a 19 de Julho de 2007, em colaboração com Ricardo Marques e Helena Cristina Coelho, indicava que o casamento de Isabel dos Santos, com o congolês-norueguês Sindika Dokolo, teve três mil convidados e dois aviões foram alugados para transportar os convidados do exterior. Mais, os jornalistas mencionaram que, no frescor da sua juventude, Isabel dos Santos levava uma vida boémia, de farras e citam um caso em que, a jovem, no Brasil teve de ser apoiada pelo protocolo após ter ingerido meia garrafa de whisky. Estas são as ofensas.
Quando do seu casamento, a imprensa independente angolana, nomeadamente o Agora, Folha 8 e o Angolense, escreveram sobre os aviões alugados que transportaram os convidados do casal, a partir de França e Portugal. Na altura, os jornais também fizeram referências ao facto dos convidados terem vindo a Angola sem vistos, e terem passado a imigração sem quaisquer problemas. Os excessos do casamento, que se calculava a um custo total de quatro milhões de dólares, foram amplamente divulgados em Angola, sem que para tal a Isabel dos Santos tivesse coragem de se sentir ofendida e processar a imprensa angolana. Os pasquins, como chama o seu pai.
Sobre a vida boémia e de bebedeiras de Isabel dos Santos, a sociedade angolana pouco se importa, mas é verdade. No casamento do General João de Matos com a ex-miss Angola Emília Guardado, no Mussulo, Isabel dos Santos “varreu” duas garrafas de champanhe Cristal, calculadas cada uma ao preço de dois mil dólares. É o seu lado Azeri. Nada de mal. O pai não bebe.
O problema é o argumento invocado por Isabel dos Santos para atormentar os jornalistas portugueses, algo que em Angola remete aos subordinados do seu pai. A Sra. Isabel dos Santos alega que é uma pessoa altamente profissional e competente, mui respeitada e acarinhada em todo o mundo pelo seu “perfil educado e refinado”. Assim, Isabel dos Santos sente-se exposta, como figura pública, que frequenta os mais altos círculos empresariais portugueses e angolanos.
Por todas essas injustiças, a Princesa, como também é conhecida, pede um indemnização de 25 mil euros pelo “sofrimento” por que está a passar, para entregá-los a Cruz Vermelha de Angola, como boa samaritana que é.
Isabel dos Santos tem sido presidente da Cruz Vermelha de Angola, há muitos anos. Os funcionários da CVA praticamente desconhecem que a filha do presidente os tem dirigido, no papel. Nunca a viram nas instalações da CVA, cujo estado de degradação é bastante visível. Não se conhecem actos de caridade de Isabel dos Santos para com os angolanos, para além das suas monumentais farras no Miami Beach, seu restaurante.
O que Isabel não menciona no caso, é que a sua riqueza não ofende a socidade angolana. Esta é feita à custa da pilhagem do país por parte do seu pai e a quadrilha que o cerca, levando a morte milhares de angolanos privados de serviços de saúde básicos, alimentação básica, etc.
A questão que se coloca aos leitores do Club– K, ora consagrados como jurados, é a seguinte. Apresentados os argumentos qual é o veredicto popular à queixa apresentada por Isabel dos Santos?
* Gisela Amaral
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13 de Março de 2011 – Sol – A empresária Isabel dos Santos deverá ser a accionista maioritária na rede de hipermercados da Sonae em Angola, cujo arranque deverá anunciado nas próximas semanas, apurou o SOL.
A entrada no mercado angolano do grupo português liderado por Paulo Azevedo vai ser realizada através da marca Continente, apesar de a hipótese de criar supermercados de raiz ou adquirir insígnias locais existentes também estar em cima da mesa. Paulo Azevedo também já manifestou interesse em criar uma espécie de ‘Clube de Produtores’ em Angola, à imagem do que acontece em Portugal.
O modelo de investimento era o único ‘entrave’ nas negociações da Sonae DC – subsidiária para o retalho do grupo – com Isabel dos Santos, que se ‘arrastam’ há mais de um ano. Contactada pelo SOL, fonte oficial da Sonae recusou fazer comentários.
A parceria da empresária com a Sonae reforçar a presença ou ligação da filha do presidente de Angola a empresas portuguesas. Desde Março de 2009 que Isabel dos Santos detém uma participação de 9,7% no BPI, através da sociedade Santoro. A empresária angolana é ainda dona de 10% da Zon Multimédia, através da Kento. A joint venture entre a operadora portuguesa liderada por Rodrigo Costa e Isabel dos Santos, estabelecida em Fevereiro do ano passado, deu lugar, entretanto, a um projecto de televisão por satélite em Angola – Zap, onde detém 70%.
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04 de Agosto de 2011 – Negocios.pt – Isabel dos Santos é a 18ª figura mais poderosa da economia portuguesa. A compra do BPN é mais um passo na caminho largo de investimento em Portugal. A empresária angolana é dona de vários negócios, sócia noutros e parceira de muitos poderosos portugueses, em Lisboa ou Luanda. BPI, Zon, Galp, BIC, a lista é grande. Quase sempre com dinheiro… português. Mas quem é Isabel dos Santos?
Aos 38 anos, Isabel dos Santos tem todos os atributos de uma líder de eleição: é dura quando é necessário, flexível quando isso é eficaz. Quem a conhece fica fascinado pelo poder que irradia: inteligente, dinâmica e eficaz. E fria. Quem controla a situação detém o poder. E, de forma pausada e estratégica, é isso que a empresária angolana tem feito em Portugal.
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24 FEVEREIRO 2012 – Rafael Marques, Makaangola.org – Nos próximos dias, a procuradora italiana Livia Locci, do Tribunal de Turim, na Itália, deverá decidir sobre o mérito de uma queixa apresentada pela primogénita do Presidente angolano, Isabel dos Santos, por difamação contra três jornalistas italianos.
Na sua qualidade de cidadã, Isabel dos Santos goza e deve fazer uso, o tempo todo, do direito universal à honra e ao bom nome onde quer que esteja ou se sinta injuriada. Esse direito também cabe a todos os cidadãos angolanos que, por força das circunstâncias, são governados pelo seu pai há 32 anos.
O presente texto aborda tão somente os argumentos apresentados por Isabel dos Santos, à justiça italiana, que dizem respeito aos cidadão angolanos e podem ser lesivos para o país e para a honra dos angolanos.

Os Factos
A 15 de Julho de 2007, o jornal italiano La Stampa publicou uma investigação da jornalista Giulia Vola, com o título La Dea Nera degli Intrighe (A Deusa Negra da Intriga) em que refere Isabel dos Santos como administradora de um grande império de negócios, incluindo petróleos, diamantes e banca. Para a jornalista, o património sob gestão de Isabel dos Santos, resulta de actos de corrupção e favoritismo devidos ao facto do seu pai, José Eduardo dos Santos, ser Presidente de Angola. A jornalista, a certo ponto, alega que a queixosa é testa de ferro dos negócios do próprio Presidente, um homem conhecido pela sua falta de capacidade em distinguir entre o bem público e o interesse privado. O seu artigo também faz referência ao suposto conluio entre a classe política e militar angolana e figuras internacionais de reputação duvidosa, entre as quais o mafioso siciliano Victor Palazzolo, um prófugo da justiça italiana. Segundo o jornal, os negócios de Victor Palazzolo, que também usa o nome de Robert Von Palace-Kobaltschenko, ter-se-ão cruzado também com os de Isabel e de generais-empresários, entre outros, no sector dos diamantes.
Ofendida, a 2 de Outubro de 2007, Isabel dos Santos compareceu no consulado italiano, em Luanda, para formalmente apresentar queixa contra a jornalista Giulia Vola, o director do jornal La Stampa, Giulio Anselmi, e o director da Wall Street Italia, Luca Ciarrocca, que também publicou o artigo.
A queixosa apresenta, a seu favor, vários argumentos, alguns dos quais são ora reproduzidos pela sua importância para a opinião pública nacional:
• Sobre a denúncia de ser administradora de um império: “Eu sou a filha do Presidente José Eduardo dos Santos e não administro qualquer património e muito menos um “império” financeiro do Presidente, ‘império’ que simplesmente não existe.
• Sobre a afirmação contida no texto, segundo a qual o seu pai é um ditador: “O meu pai não é um “ditador” (…), mas como é universalmente reconhecido, por um lado, Angola é uma república parlamentar e, por outro, o meu pai José Eduardo dos Santos é o Presidente legitimamente eleito em 1979 e em 1992; em particular, é durante a presidência do meu pai que Angola se transformou numa democracia multipartidária.”
• E, finalmente afirma: “Não é verdade que a subscritora se tem ocupado do petróleo e ’com a supervisão do seu pai’ e que ‘dos cofres do estado desaparecem milhões de dólares que deveriam ter sido usados para “alimentos, medicina e infraestruturas.’: na realidade, em Angola, o comércio do petróleo tem passado por procedimentos públicos, transparentes e controlados, sem qualquer envolvimento directo do Presidente da República e muito menos da subscritora.”

As Mentiras
Sobre os argumentos apresentados em sua defesa, Isabel dos Santos envolve também a honra do país, ao afirmar que o texto “tem um conteúdo altamente difamatório e lesivo à minha honra e à minha reputação, assim como para a reputação da minha família e da instituição Angola.” Por essa razão, a sua queixa é extensiva à honra dos angolanos, que também procura defender contra falsidades.
No entanto, as afirmações de Isabel dos Santos, sob juramento da verdade, merecem algumas respostas sob pena da sociedade angolana parecer abandonada à falsidade dos seus dirigentes e dos seus filhos.
1) Taxativamente a queixosa afirma ser apenas “a filha do Presidente” e de não exercer administração de qualquer património.
a) Na reunião da Assembleia-Geral da UNITEL, a 4 de Fevereiro de 2006, Isabel dos Santos foi reconduzida ao cargo de administradora da principal operadora de telefonia celular. A UNITEL é uma empresa privada de capitais mistos, com a participação do Estado, que detêm 25 porcento das quotas através da Sonangol. Até à presente data, Isabel dos Santos mantém-se como administradora da empresa. Dirigiu a reunião o presidente da Assembleia-Geral da UNITEL, General Leopoldino Fragoso do Nascimento, que na altura era o chefe de Comunicações do Presidente da República, José Eduardo dos Santos. O General mantém-se como presidente da Assembleia-Geral da UNITEL, é consultor principal da Casa Militar do Presidente da República e, até recentemente, tinha como Presidente do Conselho (PCA) de Administração da UNITEL, o ex-PCA da Sonangol e actual ministro da Coordenação Económica, Manuel Vicente.
Como foi Isabel dos Santos parar ao Conselho de Administração da UNITEL e onde encontrou capital para ser accionista de uma das principais empresas privadas angolanas? A resposta a esta questão certamente poderá ajudar a filha do Chefe do Estado a limpar o seu nome com brio.
b) Desde 2005, Isabel dos Santos é administradora do Banco Bic, no qual detém 25 porcento do capital social, conforme documentos legais datados de 7 de Junho de 2006. O seu nome tem constado regularmente no portal do banco e noutros documentos da empresa, na sua qualidade de administradora.
c) A associação de Isabel dos Santos ao negócio dos diamantes, em Angola, é bem conhecida. Em parceria com a sua mãe, Tatiana Cergueevna Regan, Isabel dos Santos constitui a 2 de Abril de 1997, em Gibraltar, a empresa Tais Limited, na qual detinha 75 porcento das acções, cabendo o resto à sua mãe. Por sua vez, a 11 de Outubro de 1999, o governo angolano, chefiado pelo seu pai, promulgou um acordo com a sua empresa, a Trans Africa Investment Services (Tais), o Group Goldeberg e Leviev Wellox, para a criação de uma empresa mista de comercialização de diamantes, a Angola Selling Corporation (Ascorp), (Conselho de Ministros (2003:1438-9); a 5 de Outubro de 2004, Isabel dos Santos transferiu a totalidade das suas acções para o nome da mãe e, por essa altura, a Tais já havia mudado de denominação para Iaxonh). A aprovação do consórcio revelou conflito de interesses, nepotismo e indícios de crime de suborno “passível de destituição do cargo” (Art. 127º, 1, 2 da Constituição). Para mais informações sobre a participação de Isabel dos Santos na Ascorp e as implicações legais, consulte: Marques, Rafael, Diamantes de Sangue, Tinta-da-China: Lisboa, 2011:32-3.
d) O sector dos petróleos em Angola tem sido o mais opaco e o mais controlado pelo Presidente da República, para serviço dos seus desígnios pessoais. A aprovação final de qualquer contrato petrolífero, por concurso público ou não, cabe sempre ao Presidente da República. O Decreto n.º 48/06, do Conselho de Ministros, sobre os Procedimentos de Concursos Públicos no Sector dos Petróleos, estabelece que a aprovação final dos concursos públicos cabe ao Governo, ou seja exclusivamente ao Presidente da República, como chefe do Executivo (Art. 14º, c). Como exemplo, um ano antes de Isabel dos Santos ter apresentado queixa, o seu pai promulgou, a 27 de Outubro de 2006, a autorização conferida à Sonangol para associar-se, entre outras empresas, à Prodoil, para a realização de operações petrolíferas no Bloco 1/06 (Decreto n.º 82/06). A Prodoil é uma empresa criada a 9 de Novembro de 2001 pela Marsanto, e com participação simbólica da Prodiaman e Arlindo Fernando da Costa. A Marsanto é uma empresa criada a 17 de Dezembro de 1996, pelos sobrinhos do Presidente Edson dos Santos Sousa e Esmeralda dos Santos Sousa, filhos da sua irmã Marta dos Santos, assim como o consorte desta José Pacavira Narciso. Por sua vez, este cunhado de José Eduardo dos Santos é o PCA da Prodoil desde 2001.
Na realidade, não é possível em breve resposta demonstrar, como ao longo do seu consulado de 32 anos, quer por intervenção directa quer indirecta, José Eduardo dos Santos tem usado as suas funções para construir um império incalculável de negócios para a sua família.
Sobre o regime político em vigor em Angola, as declarações de Isabel dos Santos colidem com a verdade e reflectem o contrário da vontade do povo angolano sobre a eleição do Presidente da República.
2) De 1992 a 2010, vigorou, no país, um sistema de governo semi-presidencial, consagrado na Lei Constitucional. É simplesmente falsa a afirmação de Isabel dos Santos sobre a existência de um sistema de governo parlamentar em Angola por altura da apresentação da sua queixa.
a) José Eduardo dos Santos nunca foi eleito Presidente da República, muito menos com legitimidade democrática. A Lei 71/76 de 11 de Novembro, de Alteração à Lei Constitucional estabelecia que “em caso de morte, renúncia ou impedimento permanente do Presidente da República, o Comité Central designará de entre os seus membros quem exerça provisoriamente o cargo de Presidente da República” (Art. 33º). Vigorava o sistema de partido único em que o MPLA se auto-legitimava como o único representante do povo angolano (Art. 2º da Lei Constitucional de 1975). Por sua vez, em 1992, o candidato José Eduardo dos Santos viu-se obrigado a disputar a segunda volta das eleições presidenciais com Jonas Savimbi, por falta de votos suficientes para ser declarado Presidente na primeira ronda eleitoral. A segunda volta nunca se realizou. Sobre o assunto, o pai de Isabel dos Santos pediu um parecer ao Tribunal Supremo que, por sua vez declarou, em Acórdão (Processo 12 Constitucional) de 22 de Julho de 2005:
“Não houve finalização da eleição presidencial e por isso não houve tomada de posse. Logo, não são de contar mandatos Presidenciais, porquanto não os houve. O que há é a continuação do mandato do Presidente da República fixado pelo artigo 5.º da Lei n.º 23/92. Deste modo, nada impede também que o Presidente da República, em exercício de funções, se candidate ao próximo pleito eleitoral.”
Logo, é falsa a afirmação de que alguma vez José Eduardo dos Santos foi legitimamente eleito Presidente da República de Angola. Um indivíduo que não tem mandato legítimo e se impõe contra a vontade de todo um povo é um ditador, por mais habilidoso que seja.
No que toca à contradição e à mentira, bem se pode dizer tal pai, tal filha.
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12 de Maio de 2012 – dinheirovivo.pt – A empresária é descrita por quem convive com ela de perto como sendo “simpática”, “bonita” e “afável”. Mas os elogios também se alargam ao lado profissional, e as fontes, citadas pelo jornal Público, descrevem-na como sendo “uma boa empresária”, “extremamente dinâmica e inteligente”, “profissional” e uma “dura negociante”.
Isabel dos Santos tem 39 anos e é filha de José Eduardo dos Santos e da sua primeira esposa Tatiana Kukanova, tendo nascido em 1973 na capital do Azerbaijão, Baku, uma antiga república soviética, país para onde o seu pai foi estudar Engenharia de Hidrocarbonetos e onde conheceu a sua mãe.
Mais tarde, na década de 90, a empresária, com uma fortuna avaliada em 170 milhões de dólares pela Forbes, licenciou-se em engenharia electrotécnica em Londres, onde vivia então com a sua mãe, e voltou para Angola para iniciar a sua actividade profissional.
A empresária que é conhecida por pautar pela discrição na sua vida pessoal, é casada com Sindika Dokolo, um coleccionador de arte e empresário congolês, tendo sido educado na Europa. Dokolo é filho de um milionário da República Democrática do Congo e de uma dinamarquesa. O casal casou-se em Luanda em 2003.
A empresária é a filha mais velho do presidente angolano, tendo como irmãos, Tchizé Santos, directora da revista Caras Angola e antiga deputada, e José Filomeno dos Santos.
Em Luanda, começou por dedicar-se ao sector de lazer, ao gerir um clube de praia na ilha de Luanda, o Miami Beach. Mas depressa migrou para outros sectores. Um dos seus primeiros desafios foi a gestão da Urbana 2000, empresa que detinha o monopólio de limpeza e prestação de serviços de saneamento de Luanda.
Daqui deu um salto para a segunda maior fonte de rendimentos do país após o petróleo, os diamantes. A entrada no sector foi feita pela mão de Noé Baltazar, na altura presidente da Endiama, Empresa Nacional de Diamantes de Angola. A empresária é também dona de participações na Sodiam e na Ascorp, empresas que comercializam diamantes em bruto, tendo como sócios Noé Baltazar e a Endiama, de acordo com o jornal Público.
Além dos diamantes , a empresária move-se com bastante agilidade no mundo da banca, tendo uma participação de 20% no Banco Espírito Santo Angola, fazendo parte dos accionistas iniciais, quando o BES lançou a filial angolana, presidida por Hélder Bataglia, em 2001. Nessa altura, adquiriu 25% do capital da Unitel, empresa de telecomunicações, através da empresa Geni, empresa participada pela Portugal Telecom e pela Sonangol.

Américo Amorim e Isabel dos Santos
O homem mais rico de Portugal, Américo Amorim é um parceiro privilegiado de Isabel dos Santos. Em 2005, a empresária e Amorim juntaram-se a Fernando Teles saído do BFA (que pertence ao BPI) para fundar o Banco Internacional de Crédito (BIC). O BIC Portugal, presidido pelo ex-ministro de Cavaco Silva, Mira Amaral, adquiriu este ano o BPN ao Estado português.
O BIC é detido em 25% pelo empresário português, ficando Isabel dos Santos com outros 25% através da Sociedade de Participações Financeira. Fernando Teles, presidente do banco detêm 20%, ficando o restante capital disperso por vários investidores.
A empresária também está presente no capital da Galp, através da Amorim Energia, empresa que é detida em 55% por Américo Amorim e em 45% pela Esperanza Holding, que pertence à petrolífera estatal angolana Sonangol e a Isabel dos Santos.
A Amorim Energia pode vir a reforçar a sua posição na petrolífera portuguesa, com a anunciada saída da italiana Eni do seu capital, podendo vir a ficar com 66, 68% da Galp. Mas a Sonangol pode avançar sozinha para a compra da Eni, entrando directamente no capital da empresa, deixando Américo Amorim e Isabel dos Santos para trás.
Outro dos negócios partilhados por Amorim e dos Santos foi no mercado de cimento em Angola, que levou à saída da Cimpor do país. A cimenteira portuguesa tinha comprado em 2004, 49% da maior empresa nacional. A Nova Cimangola, onde o Estado angolano tinha uma parcela de 39,8%. Um ano depois, as duas empresas entraram em conflito levando à saída da cimenteira lusa do capital da Nova Cimangola, tendo então os 49% passado para a Ciminvest, empresa que pertencia a Américo Amorim e a Isabel dos Santos. Em 2010, o empresário vendeu a sua percentagem, que rondava os 30%, a uma empresa controlada por Sindika Dokolo, segundo o Diário Económico.
A empresária aliou-se também a outro dos grandes grupos económicos portugueses, a Sonae, para abrir uma rede de hipermercados com a marca Continente, em Angola. Ficando a empresa liderada por Paulo Azevedo com 51% da parceria e a Condis, da empresária, com 49%.
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08 JULHO 2012 – Club-k.net – Isabel dos Santos, é a figura que círculos restritos em Luanda suspeitam estar por detrás da “ordem superior” que culminou com a detenção, na passada Quarta-feira, de jovem Alex de Matos, apresentado como “o filho mais velho” do antigo CEMGFAA, João Baptista de Matos suspeito de fazer parte de um desvio de 10 milhões de dólares aos cofres da operadora móvel UNITEL.
A detenção aconteceu num momento em que o ex- CEMGFAA encontrava-se fora do país, porem logo após os familiares e amigos do general terem tomado conhecimento do que se estava a passar desdobraram-se em movimentações no sentido de se apurar e intervir em favor da soltura do jovem. Uma das figuras que também movimentou-se tão logo soube do que se estava a passar é o jurista Carlos Maria Feijó que tem relações privilegiadas com a família De Matos.
O Procurador Geral da República (PGR), João Maria de Sousa que viu o seu telefone a não parar de tocar viu-se inicialmente “inútil” para ajudar visto que o Procurador que ordenou a detenção de Alex de Matos colocou os seus terminais telefônicos desligados para alegadamente não ser incomodado.
Alex de Matos acabaria por ser devolvido a liberdade na sexta-feira (6), tendo se chegado a conclusão que o mesmo pode ser inocente das acusações que pesaram sobre si. De acordo com apurações é apontado como principal “suspeita” da burla um elemento identificado por “Arthur” que entretanto terá viajado para Cuba. Não há informações de que o mesmo terá se escapado propositadamente ou se o levantamento do escândalo calhou numa altura em que se encontra ausente de Angola.
Alex de Matos, que fora inicialmente detido por “engano” é descrito como um jovem “muito calmo” e que não se “mete em problemas”. Foi um antigo estudante na cidade do Porto em Portugal. Logo após regressar ao país, passou a trabalhar directamente com o seu pai, João de Matos razão pela qual é tido como seu principal substituto na gestão dos negócios e participações empresarias que o CEMGFAA faz parte.
Até ao momento a empresaria Isabel dos Santos ou algum representante da UNITEL ainda não reagiu para prestar esclarecimento deste acontecimento ou para apresentar desculpas publicas ao jovem Alex de Matos caso as investigações das autoridades declaram-no oficialmente como inocente do desvio dos valores burlados a operadora móvel angolana.
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23 NOVEMBRO 2012 – Novo Jornal – A revista Forbes acaba de incluir a angolana Isabel dos Santos na lista dos 40 mais ricos de África. Segundo a publicação, a primogénita do Presidente José Eduardo dos Santos, que dispõe de investimentos nos sectores bancário, diamantífero e de telecomunicações, entre outros, controla uma fortuna estimada em 500 milhões de dólares.
Na edição da Forbes de 20 de Novembro passado, Isabel dos Santos aparece na 31ª posição de uma lista que é liderada pelo magnata nigeriano Aliko Dangote, com uma fortuna de 12 mil milhões de dólares e cuja empresa mais famosa é a Dangote Cement, a maior fábrica de cimento de África, com operações em 14 países do continente.
A lista só inclui mais uma mulher, Folorunsho Alakija, da Nigeria, dona da mpresa petrolífera Famfa Oil, com uma fortuna estimada em 600 milhões de dólares.
Em Maio de 2012, a revista Forbes, que é uma fonte credível de notícias comerciais e de informação financeira, identificou a empresária angolana, de 39 anos de idade, como uma das novas mulheres mais Desce ricas de África, com uma fortuna avaliada em 170 milhões de dólares.
A publicação americana justificou a inclusão do nome de Isabel dos Santos na lista dos 40 mais ricos de África agora com uma fortuna de 500 milhões de dólares pelo facto dela ter aumentado a sua participação na ZON Multimédia, uma empresa portuguesa de TV cabo e Internet, em cerca de 19% durante o verão passado. Uma outra empresa da qual também é sócia controla outros 10% da ZON.
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23 JANEIRO 2013 – Correio da Manhã – A filha mais velha do presidente de Angola, Isabel dos Santos, tornou-se na primeira bilionária africana, de acordo com a revista norte-americana Forbes.
As ações de empresas cotadas em Portugal, caso do BPI e da ZON, juntamente com ativos em Angola, “elevaram o valor líquido [da fortuna de Isabel dos Santos] acima da fasquia de mil milhões de dólares, fazendo da empresária de 40 anos a primeira mulher bilionária africana”, segundo a pesquisa da Forbes.
Formada em engenharia no King’s College de Londres, Isabel dos Santos abriu o seu primeiro negócio em 1997 – um restaurante chamado Miami Beach, em Luanda.
A Forbes avalia a participação de 28,8 por cento na ZON em 385 milhões de dólares, os 19,5 por cento do BPI em 465 milhões de dólares e a participação no BIC, de Angola, em 160 milhões de dólares.
Fontes consultadas pela Forbes referem que tem ainda 25 por cento da operadora de telemóveis Unitel, participação que isoladamente vale “no mínimo mil milhões de dólares”, de acordo com analistas de telecomunicações.
Peter Lewis, professor da universidade norte-americana Johns Hopkins, afirmou à revista que o círculo presidencial e do MPLA “têm muitos interesses empresariais” e que as origens destes é “muito opaca”, havendo “completa falta de transparência” no país.
Uma porta-voz da empresária escusou-se a prestar esclarecimentos sobre as alegadas participações detidas, mas considerou as afirmações de Lewis “especulativas, irrazoáveis e sem valor académico”.
Os investimentos de Isabel dos Santos, adiantou, têm sido feitos com máxima transparência, em empresas publicamente cotadas, com base na legislação europeia.
1/23/2013 – by Kerry A. Dolan, Forbes Staff – Over the past few years Isabel dos Santos, the oldest daughter of Angolan President Jose Eduardo Dos Santos, has been buying more shares of publicly traded companies in Portugal, including shares in a bank and a cable TV company. Those stakes, combined with assets Isabel dos Santos owns in at least one bank in Angola, have pushed her net worth over the $1 billion mark, according to research by FORBES, making the 40-year-old Africa’s first woman billionaire.
A spokesperson for Dos Santos in Portugal did not respond to a request for comment on her net worth status.
Isabel dos Santos studied engineering at King’s College in London, where she lived with her mother, who is divorced from President dos Santos. She opened her first business in 1997, at age 24, in Luanda in Angola– a restaurant called Miami Beach.
She has come a long way since then. She sits on the boards of several companies in Angola and Portugal and has been instrumental in making business decisions.
In May 2012, she was reported to increase her stake in ZON Multimedia, Portugal’s largest cable TV company, from 4.9% to 14.9%. She later boosted her stake again via two of her shareholding companies, Kento and Jadeium, and now owns 28.8% of ZON, worth a recent $385 million. She sits on ZON’s board and is the company’s largest shareholder. The president’s daughter also owns 19.5% of Banco BPI, one of Portugal’s largest publicly traded banks. That stake is worth $465 million.
In Angola, Isabel dos Santos sits on the board of Banco BIC and is reported to own a 25% stake in the bank, worth a conservative $160 million. Several sources knowledgeable about telecom in Angola told FORBES that she sits on the board of Unitel – one of the country’s two mobile phone networks – and is a 25% shareholder. That stake alone is worth $1 billion at a minimum, according to several telecom analysts. A spokeswoman for Dos Santos in Lisbon said she could not comment on Dos Santos’ Angolan holdings.
How did a 40-year-old woman who started out with just one restaurant come into such a vast fortune? I asked Peter Lewis, a professor of African Studies at Johns Hopkins University’s School for Advanced International Studies. He did not review the information about Isabel dos Santos’ holding and he said he didn’t know the specifics of Dos Santos’ wealth, but he did shed some light on how business is done in Angola: “It’s clear through documented work that the ruling party and the President’s inner circle have a lot of business interests. The source of funds and corporate governance are very murky,” Lewis explained. “The central problem in Angola is the complete lack of transparency. We can’t trace the provenance of these funds.”
Angola lies on the western coast of southern Africa, a country of 18 million people living in an oil- and diamond-rich area about twice the size of Texas. The country endured 22 years of civil war, which ended in 2002. Jose Eduardo dos Santos has been president since 1979, four years after the country gained its independence from Portugal. “When you tease out the ownership and controlling interests in Angola it reads like a Who’s Who of [the President’s] family members and party and military chiefs,” said Professor Lewis.
A spokeswoman for Isabel dos Santos in Portugal says the professor’s statements are speculative, unreasonable and without academic merit; she insists that Dos Santos’ investments have been presented with maximum transparency from publicly listed companies based on European law.
An additional important factor: a huge influx of cash into Angola. Oil revenues skyrocketed in the years following the end of the civil war, climbing from $3 billion in 2002 to $66 billion in 2008, according to Lewis. “They are fixing a few roads and there are some railways and there are a lot of cranes in Luanda,” Lewis explained. “But they are awash in cash; $5 billion has been documented in illicit financial flows.”
This doesn’t answer the specifics of the origin of Isabel dos Santos’ fortune, but it provides some helpful context. FORBES aims to delve further into this issue.
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is
March 29, 2013 – Financial Times
Lunch with the FT: Isabel dos Santos
By Tom Burgis
‘Most rumours you’ve heard are not true,’ says Africa’s richest woman and the daughter of Angola’s president
A thick mist descends on London as I make my way to Mayfair to meet Africa’s richest woman. It seems apt. Isabel dos Santos’s name is more widely known since, earlier this month, Forbes declared her the continent’s first female billionaire but, in her native Angola, she belongs to an elite that is so secretive it has been described as a “cryptocracy”. Her father, José Eduardo, has been Angola’s president for 33 years. Renowned for his inscrutability, he keeps his petro-state, the continent’s rising power and one of China’s biggest oil suppliers, in the tightest of grips. His regime has, according to critics, become synonymous with the diversion of public funds into private pockets.
Isabel dos Santos, his eldest daughter, is regarded as a symbol of the confluence of power and wealth in Angola. I have been pursuing her for an interview for more than a year and, despite repeated assurances from aides that she doesn’t do them, she has consented to have lunch during a business trip to Britain. Her choice of venue is Scott’s, a swanky fish restaurant frequented by hedge fund types and luminaries such as Bill Clinton and Tom Cruise.
I arrive 10 minutes early but recognise dos Santos sweeping through the doors ahead of me. We shake hands and she launches into hushed conversation, in Portuguese, with her publicist as I fidget nearby. Eventually, the publicist is dispatched and we are shown to our seats beneath a vast, bewildering canvas by Fiona Rae. Dos Santos is wearing a black trouser-suit over a leopard-print shirt and sporting dazzling earrings set with diamonds. The precious stones abound in Angola’s soil. They helped fund the rebel campaign against President dos Santos during the on-off civil war that erupted when the country gained independence from Portugal in 1975.
We sip mineral water and scan the menu. Dos Santos, 39, seems both confident and ill-at-ease, adjusting and readjusting her cutlery. A resident of the capital Luanda, where five-star hotels are interspersed with slums along the Atlantic coast, she knows her seafood. Like many of the city’s wealthier residents, she enjoys an evening on the Ilha, a sliver of land stacked with exclusive bars that looks out on to the ocean.
Were she there, she says, she would have grouper. Here, she opts for sole meunière on the bone, with mashed potatoes and steamed spinach. Keen to concentrate on the details of my guest’s business dealings, my main concern is to order something that does not require a full set of surgical tools to consume. So I avoid the razor clams and go for halibut fillet with crab puntalette and monk’s beard. I try to coax her into a glass of wine. “Let’s do the bottle,” she says with a grin. I order Chablis and ask whether her parents were really introduced to one another by the KGB.
“I doubt that,” she chuckles, flashing me a disarming smile and offering the first of many deflections.
She was born in 1973 in Baku, where her mother, a Russian chess champion, met her father while both were studying engineering. Azerbaijan was then a Soviet outpost that welcomed promising young cadres from communist-aligned African liberation movements such as Angola’s Movimento Popular de Libertação de Angola, of which dos Santos’s father was a member. “It took them seven years to get married, to get the authorisations. I don’t think it was the KGB, otherwise they would have got the papers quicker.”
Nonetheless, her father was destined to be a key Soviet client in the proxy conflicts of the cold war. In 1979 Angola’s founding president Agostinho Neto died. Dos Santos, who had returned to Angola to join the armed struggle before independence, took over. He has held power ever since.
The conflict ended in 2002 and communism has long since given way to what one Angola expert calls “crony capitalism”.Those with connections to the Futungo, as the presidential coterie is known (after Futungo de Belas, the old presidential palace) have made fortunes. But UN data suggest Angola is failing to turn rising gross domestic product (growth averaged 11 per cent between 2003 and 2011) into improved living standards, even as the fortunes of the elite swell.
Even some critics acknowledge Isabel dos Santos’s independent prowess as a businesswoman. Her interests include stakes in two Portuguese banks, BIC and BPI, and a communications group called ZON Multimédia and an indirect holding in Galp, a Portuguese energy group with assets from Mozambique to Venezuela. But, for angry, poor Angolans she epitomises a system that concentrates power and wealth in the hands of the few. They call her “the princess”, and not with affection.
Unsurprisingly, that is not how dos Santos sees her life, which she rarely misses an opportunity to describe as ordinary. She drives herself around Luanda, braving the interminable traffic jams like everyone else. We exchange the knowing sighs of people who have watched hours of their lives ebb away in African gridlock. When I posit that oil-dependent rentier states have the worst traffic problems, she asks me why I think that is. I offer the theory that embezzled petrodollars buy a lot of 4x4s, relieving pressure on the authorities to fix the roads but leaving the potholes to multiply.
She spins a cheerier explanation. “In Luanda,” she says, “I remember when there were 300,000 cars, and then there were 600,000 cars, and then there were a million cars, and now I think there’s two million cars in the city. That was really linked to the growth of the consumer market. It just grew much faster than the infrastructure could accompany it.”
Her vision of a growing middle class chimes with the narrative advanced by those who say Africa is rising. But plenty contend that the old model – authoritarian ruling classes growing fat off oil and minerals, leaving the rest in a deindustrialised shadow economy – has scarcely changed.
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Our fish has arrived. Dos Santos ignores her mash and greens and sets about her sole systematically, as befits the engineer daughter of engineer parents (she gained a degree at King’s College London). “My father cooks,” she reveals, stressing again her down-to-earth origins. “He likes fish. We never got a sense of the grandiose. I walked to school.”
When her parents separated, however, she followed her mother to Europe, studying at St Paul’s, a private school in London. Later, at King’s, she shared a room in a hall of residence by Edgware Road. Not for the last time, she hints at a life dominated by hard work. “You have about 23 hours of classes per week, plus the labs, plus doing the reports, so you’re not going to be partying.”
Perhaps those hours in the lab were spent searching for an antidote to perceptions of nepotism. “I think there’s lots of people with family connections but who are actually nowhere. If you’re hard-working and determined, you will make it and that’s the bottom line. I don’t believe in an easy way through.”
There are, however, easy ways to make money if you’re connected in Angola, particularly in the resources industries, where top officials and generals have been known to take hidden stakes in ventures led by oil majors and to enjoy titles to diamond-bearing land. There are those who would say that corrupt models lie at the heart of the power structures that keep most Africans poor and unable to call their rulers to account. Isn’t it true, I ask, that Angolan politics and business are thoroughly interwoven?
“Yes,” she concedes, the oil industry is “politically driven”. But she insists that she steers well clear of it. In her sectors, “politics don’t come into it”, she says, even if her own big moment came when she was part of a consortium that won a public tender for Angola’s second mobile telephony licence in the late 1990s.
Earlier that decade she had returned to Angola at a moment of false hope. A truce and elections in 1992 seemed to offer an end to conflict. But Jonas Savimbi, leader of the Unita rebels, walked away from the polls, alleging foul play. Another decade of brutality followed.
“That was a very bad time,” dos Santos recalls. She moved back in with her father, got a job with a German recycling company, then, with the proceeds from selling her car, set up a trucking business. Here the development of a walkie-talkie system paved the way for her subsequent foray into telecoms. Researching the pitch for the mobile licences took her into rebel-held territories. Didn’t her father object to this? “He didn’t know.” Did she recuse herself from the tender process, on account of her family connections? A flicker of annoyance comes over her otherwise chipper demeanour. The tender process that led to the formation of the Unitel mobile phone network was, she says “fair”. She made “a conscious choice … to create that arms-length relationship [between herself and government] that is so difficult to see but, in fact, exists”. Twice, I ask whether one of her co-investors in Unitel is General Leopoldino Fragoso do Nascimento, a Futungo insider with whom she is said to have business links. She sidesteps the question both times.
Later I email to check other connections I have heard about. These are flatly denied. As she tells me over lunch with a raised eyebrow: “Most rumours you’ve heard are not true.”
Perhaps she doesn’t see herself as a member of the all-powerful Futungo at all? “I’m not involved in politics and I’ve never had any political role. I’ve never been in office. I’ve never taken any public administrative jobs. So, like I said, I don’t work with the government.” Instead, she sees herself as a force for relieving inequality. “How do you get the inequality lower? Well, by creating opportunities and creating more and more development. You wake up in the morning and work, do something. It will take a lot of time but the more things happen, the more things are built.”
. . .
I am running out of halibut and she of sole but I persist in my efforts to establish some hard facts about the structure of one of Africa’s most intriguing business empires, a portfolio that now extends well beyond the borders of her homeland. Dos Santos’s banking interests drew her into partnership with Portugal’s richest man, Américo Amorim, whose energy venture Amorim Energia she joined. I ask her to clarify how those energy interests tie in with Sonangol, the Angolan state-owned oil company with assets from Iraq to Brazil that some critics perceive as a Futungo fiefdom. She fends off my questions before fixing me with the look one might give a particularly vexing eight-year-old. “The business is relatively complex because, when you structure a business, you have to look at different aspects from legislation to taxation, to governance, issues like that.”
Though Forbes has placed her fortune at $2bn, Dos Santos is, unlike the Saudi prince who went ballistic when the magazine valued him at $20bn rather than the $29.6bn he says he deserved, at pains to play down her wealth. She says all her transactions are leveraged, mention of which is used to stress her relationships with commercial banks in Europe, Asia and Africa. I am about to test out another juicy tale about her influence when a waiter pops up to ask whether we would like dessert. Dos Santos orders fresh mint tea and a spoon to try whatever I’ll choose. The waiter suggests a Yorkshire rhubarb cheesecake designed “to share”. He departs and I try again: does she, as I was told the day before our lunch, call up the governor of the central bank and tell him what to do?
“In which country?” she quips. We laugh merrily (the wine bottle has been drained by now). I nudge again: you do have this reputation for extraordinary power.
“Well, it’s very difficult, I would imagine, to distinguish father and daughter. And maybe some of it comes as I’m doing my thing and my father being a very strong political African figure for so many years. Whatever he does is almost like some kind of cloud on top,” she says, reaching for the right metaphor and waving a hand over her head, as though her father were some celestial phenomenon. “So maybe some of these ideas come from this cloud-over effect from his position. But, no, I don’t call the central bank and I most certainly don’t give them instructions.”
I switch to ideological concerns. Is there an irony in the daughter of a communist cold warrior emerging as a poster girl of African capitalism?
“I see what you mean but, like I said, I don’t do politics. I do business and I’m not a politician. I’ve had business sense since I was very young. I sold chicken eggs when I was six.” The profits funded her candy floss habit, though her sweet tooth has evidently diminished over the years: she has only a morsel of the enormous rhubarb confection that arrives. I suggest we could wrap the cake up for the three small children she has had with her husband Sindika Dokolo, a Congolese businessman and art collector.
She explains they are not with her as this trip is for work. “I work all the time. Seven days a week.” I detect a hint of melancholy. Her parents were “very demanding”, she says, driving her academically. She doesn’t seem particularly close to her siblings from her father’s other marriages – one of whom, José Filomeno dos Santos, is tipped as an heir to Angola’s presidency – but she insists her work is “fun”. “If you do something that’s going to get somebody a job, then they’ll be able to pay for their kid’s school, and then their kid is going to be a doctor and then that doctor is going to probably help who knows how many other people, so it’s very motivating. Much more fun than going to the beach.”
She suddenly asks the time. It is nearly four. She is meeting some consultants about a new supermarket project. A few rapid pleasantries and she has vanished. I ask for the bill and head off too, into mist that has lifted only slightly.
Tom Burgis is a FT reporter and former correspondent in Africa

Scott’s
20 Mount Street, London W1
Halibut fillet £30.00
Sole meunière £39.00
Steamed spinach £5.50
Mashed potato £4.25
Rhubarb cheesecake £18.50
Mint tea £3.75
Bottle of still water £4.75
Bottle of Chablis 2010 Chaude Ecuelle £48.00
Cover charge x2 £4.00
Total (incl service) £177.47
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isabel mãe
05 Abril 2013 – Club-k.net – A polêmica da entrevista de Isabel dos Santos a Financial Times (FT), segundo a qual vendia ovos aos seis anos de idade é justificado por figuras do convívio da empresaria como um “erro de interpretação” por culpa da mesma que não terá feito se explicar devidamente.
De acordo com uma explicação (das referidas fontes), a “historia da venda de ovos” é sustentada no seguinte: Em finais dos anos 70, quando a sua mãe, Tatiana Cergueevna Kukanova, observava o período de separação conjugal do seu ex-esposo, na altura Ministro das Relações Exteriores, enveredou para uma parceria com portugueses ao qual tinha alguns negócios (biscates) dentre os quais a revenda de cartões de avos.
Na altura, Tatiana Kukanova, que é geóloga de formação, estava colocada no departamento de geologia da Sonangol. Alguns funcionários da petrolífera estatal acabariam por se tornar seus clientes. Isabel dos Santos contava com 6 anos de idade e sempre que saísse da escola, levavam-lhe directo ao trabalho da mãe, acabando por ter a convivência no negócio (de cartões de ovos) razão pela qual terá se sentido parte do negócio.
Ao ser entrevista recentemente a empresaria assumiu o negocio (biscato) da mãe revelando que “quando tinha 6 anos vendia ovos”. As suas declarações criaram contestação em sítios na internet, e foram destaque nos jornais privados angolanos desta semana (Continente e Angolense). Terá sido interpretada que a sua fortuna bilionária advém da venda de ovos.
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13 Comments for this entry

  • He llegado a este blog por casualidad y me ha encantado. Un saludo.

  • Dario says:

    Thanks for inticduorng a little rationality into this debate.

  • Wow that was strange. I just wrote an extremely long comment but after I clicked submit my comment didn’t show up. Grrrr… well I’m not writing all that over
    again. Anyway, just wanted to say great blog!

  • george james ducas says:

    I lived in Angola as a boy. My father worked for gulf oil company. I remember Angola as one of the most beautiful natural places in the world.

    I am sorry for the history, and the war, and the struggle that has been for African independence. Even here in the USA, African independence had a huge struggle. It has been difficult worldwide to become free of primitive colonial ideas, taking generations to resolve. I wish peace for Angola, and consider it to be the promise of Africa, of the greatest potential for good. I hope that Angola continues on a path to prosperity and civilization to all of its people. I feel sorry for the so many poor there. As Gandhi said, poverty is the worst form of violence. And even now a social struggle exists because a few have everything and so many have nothing, even as in prior colonial times under the Portuguese.

    The purpose of government is to recognize that although people are competitive, there is the moral obligation to enable the rights of all for a good life. Without this outlook, the hallmark of civilization is missing, and life becomes materialistic and empty; without regard for human life.

    Please help Angola to prosper. It is embarrassing that so many that post are concerned about the country, only the capacity to make money on it, which is the competition i suggested. You need people that care and write to you as such.

    George James Ducas

  • Luis Alberto says:

    ISABEL DOS SANTOS EU SO SEU FAN DESDE A; MUINTOS ANOS EU SEMPRE ADOREI AS SUAS RICAS CAPACIDADES DE CHEGAR A ONDE CHEGASTE: E NAO SO ES UMA MULHER MUITA BUNINTA TENS TUDO PARA DARES NESTE MUNDO EU SO ANGOLANO RESIDU NA ALEMAHA A HA MUITOS ANOS E SO TARABAHDOR DO TURISMO NO HOTEL LE; MERIDIEN : NA CIDADE DE MÜNCHEN : O MEU TEL: OO49 17694616625 ola isabel se poders dizer algo sera me de muinta aglria . e amizade. felicidade e boa saude. pela porxima envio lhe o meu enderso. bejos bom trabalho.

  • Xavier John says:

    Dear Ms. Isabel Dos Santos , I wish to send you photos of an unique Rosewood Carving of ” Dance of Nataraj ” which I wish to sell. Kindly send me your email id.

    Thanking You

  • Mária says:

    Üdvözöllek!
    Európából-Magyarországról /Budapestről/ vagyok.
    Szeretném ha kapcsolatbsa lépne velem.
    Előre is köszönöm.
    Üdv: Mária

  • rosi martins says:

    Admiro demais a lideranca da mulher.A frende de negocios com responsabilidade alem da capacidade de gerir com conpetencia e simplicidade SRA Isabel que Deus o nosso pai continue abencoando oo seus projetos de dando muita umildade en fazer o seu melhor,ajudando a humanidade. Um abraco grande.espero que vejas e tudo de bom. SUISSA.

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    olá Isabel, eu sou uma admiradora tua de longa data. Conheci-te em pequenina quando os pais regressaram a Angola. Gostaria de me encontrar contigo. Sou pediatra e vivo actualmente em Portugal. O meu falecido marido guineense conheceu bem o teu papá.
    um abraço e até breve
    Lídia

  • Lenny Pillay says:

    Hello Isabel dos Santos, I am from South Africa. My business is the supply of Bitumen. I would like to form a synergy with your company for the supply of bitumen in Angola. Please contact me for further details.

    Regards

    Lenny Pillay

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